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Como uma economia verde pode aumentar o PIB e criar empregos?

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Pandemia do novo coronavírus escancarou a necessidade de o Brasil investir em uma economia verde – em que a energia limpa exerce papel fundamental

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus não será passageira. Portanto, uma questão está posta no debate nacional: como decidir quais investimentos priorizar nos próximos anos? Em um país com os problemas do Brasil, será que clima está no topo da lista?

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Um estudo publicado pelo WRI Brasil, chamado Nova Economia do Brasil, se debruçou sobre algumas perguntas. O Brasil deveria priorizar a transição para uma economia de baixo carbono na próxima década? Como fazer isso? 

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Economia de baixo carbono significa a adoção de tecnologias e infraestruturas que emitem menos gases de efeito estufa, são menos poluentes, mais modernas e resilientes a eventos extremos. A palavra transição não é alegórica: significa partir para um novo modelo econômico mais sustentável, evitando gerar impactos negativos sociais, ambientais ou econômicos no processo. 

Mais emprego e maior crescimento

Segundo o estudo, um investimento na economia verde fará o Brasil crescer mais nos próximos dez anos do que o modelo de desenvolvimento atual. As medidas de baixo carbono resultariam num aumento acumulado adicional do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de R$ 2,8 trilhões até 2030, o que equivale a um ano do PIB da Bélgica ou da Argentina.

A retomada verde geraria 2 milhões de empregos a mais do que o modelo atual em 2030, comparável a quatro vezes mais empregos do que os existentes no setor de petróleo e gás atualmente no país. Esses empregos seriam gerados, principalmente, no setor de indústria e serviços. No setor de agricultura, veríamos um aumento da especialização e empregos de maior qualificação.

Em vez de ruptura, priorização

Além dos benefícios econômicos, o estudo da WRI mostra que existe um caminho das pedras para a transição para uma economia mais limpa, justa e resiliente. A retomada verde não precisa ser necessariamente disruptiva. Apenas uma priorização de boas práticas que já estão disponíveis e poderiam ganhar escala – como a energia solar.

A recuperação da economia brasileira é uma questão central no debate público atual. Alguns nomes importantes do pensamento econômico do país passaram a argumentar a necessidade de uma retomada verde no último mês. Uma carta assinada por ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central, defendeu que a retomada econômica também precisa levar em conta os riscos das mudanças climáticas. 

O estudo mostra que uma retomada econômica verde coloca o Brasil dentro de uma tendência global. Países como a Alemanha ou o bloco da União Europeia, estão debatendo ou aprovando propostas de crescimento verde. Mesmo antes da pandemia, estudos já mostravam isso. Por exemplo, a iniciativa New Climate Economy identificou uma oportunidade de aumento de ganho líquido no mundo de US$ 26 trilhões até 2030, se comparado com o modelo atual.

O futuro que queremos: economia verde

De acordo com o estudo da WRI, o Brasil precisa fazer parte dessa tendência para tornar-se mais competitivo e inclusivo. O documento traz evidências que mostram quanto o Brasil pode ganhar adotando uma rota de crescimento verde e sustentável como caminho de saída da crise agravada pela Covid-19. Também revela que o modelo atual não é necessariamente a melhor opção para aquecer a economia e deixá-la mais competitiva, inclusiva e produtiva. Há um debate posto sobre o futuro que queremos.



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